Portugal atrai 500 Milhões

aiceppedroreis

Presidente da AICEP garante que "esses 500 milhões adicionais estão em fase adiantada de negociação com os promotores".

Presidente da AICEP diz que deverão ser concretizados nos próximos meses, em Portugal, investimentos de 500 milhões de euros em projectos maioritariamente estrangeiros.

"Os 500 milhões de euros são de algum investimento nacional e muito de investimento estrangeiro" oriundo da Alemanha, França, Finlândia, Estados Unidos da América, Japão, Espanha, Brasil, Holanda, Angola e Suíça, em setores como a indústria, agricultura, turismo, farmacêutica e imobiliário, especificou Pedro Reis, à margem da 2.ª Conferência Portugal Global, promovida pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) em Leiria.

O presidente da AICEP garantiu à Lusa que "esses 500 milhões adicionais estão em fase adiantada de negociação com os promotores" e que a AICEP já está munida de mandatos negociais emanados do próprio Governo.

"Acredito que grande parte se possa materializar nos próximos meses e possa significar investimento em Portugal (...) completamente vocacionado para a exportação", frisou.

Pedro Reis reforçou a ideia de que Portugal deve prosseguir o esforço de diversificação de mercados, sobretudo num momento em que a Europa ainda não se entendeu quanto ao modelo económico e social" a seguir.

"O mundo não vai esperar pela Europa e as exportações portuguesas não devem colocar todas as suas 'fichas' neste mercado", defendeu.

O presidente da AICEP expressou ainda a sua convicção de que "o investimento nos próximos dez anos será em marcados asiáticos, africanos e sul-americanos", sublinhando a necessidade de Portugal "ganhar mais músculo" na aposta do mercado brasileiro, uma vez que representa "apenas 3,5% das exportações".

O facto de as exportações "para países extracomunitários terem crescido 22,9% e representarem 30,8% do total do comércio internacional português", exemplificou, revela a estratégia da AICEP, que registou "em agosto, no acumulado do ano, um 'superavit' de 315 milhões de euros na balança comercial".

- por Económico com Lusa